Querida,
Você é meu ponto fraco, e também meu ponto forte;
É meu azar, e minha sorte;
É minha vida, e minha morte;
É quem assopra, e também quem morde.
Você é meu céu, e também meu inferno;
É meu momento, que também é eterno;
É meu senhor, e também meu servo;
É minha rua, e meu castelo.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Oi?
"Cadê tua força, capitão?
Não prometeste a certa moça um coração?
Se fraquejar dessa maneira, essa moça só terá outra decepção!"
Oh, marujo, minha saúde mental anda ruim!
Culpa desse oceano sem fim.
Mas essa moça ainda vai ouvir falar de mim!
Não prometeste a certa moça um coração?
Se fraquejar dessa maneira, essa moça só terá outra decepção!"
Oh, marujo, minha saúde mental anda ruim!
Culpa desse oceano sem fim.
Mas essa moça ainda vai ouvir falar de mim!
terça-feira, 26 de julho de 2011
Devaneios
Vou de corpo para corpo, os usando com objetos. Beijando a pele de todos como se fossem a sua. Finjo que o azedume na minha boca é uma fruta exótica, e aproveito. Aproveito de alma vazia. Aproveito como se eu não me importasse. Como se a única pessoa com quem eu me importo, ou me importei, estivesse morta. Logo, não há nada a perder.
Bebo uma quantidade exorbitante de café, como se o mundo de sonhos, que eu amava tanto, não me fizesse bem. Não posso dormir para não te ver.
Sem dormir, minha manhã começa. Mais café. Escrevo ao longo do dia. Escrevo muito. Coloco no papel o que o orgulho não me deixa dizer; rimo as palavras que o bom-censo não me deixa gritar.
Vejo, lentamente, os segundos virarem minutos; minutos virarem horas; horas virarem o fim de um período de covardia. Período em que eu enxergo a cura na minha frente e não faço nada. Não faço nada por não me sentir pronto. Depois de você, garota, ninguém mais parece valer o mínimo de esforço.
Olho de longe e escrevo sobre o que vejo. Faço uma pintura de uma desconhecida com palavras. Desconhecida que, mesmo aparentando querer que eu me aproxime, parece ter um "Cai Fora!" estampado na testa.
Hora de terminar o texto. COmecei de um jeito, com um assunto, e terminei de outro, falando de outra garota...
Bebo uma quantidade exorbitante de café, como se o mundo de sonhos, que eu amava tanto, não me fizesse bem. Não posso dormir para não te ver.
Sem dormir, minha manhã começa. Mais café. Escrevo ao longo do dia. Escrevo muito. Coloco no papel o que o orgulho não me deixa dizer; rimo as palavras que o bom-censo não me deixa gritar.
Vejo, lentamente, os segundos virarem minutos; minutos virarem horas; horas virarem o fim de um período de covardia. Período em que eu enxergo a cura na minha frente e não faço nada. Não faço nada por não me sentir pronto. Depois de você, garota, ninguém mais parece valer o mínimo de esforço.
Olho de longe e escrevo sobre o que vejo. Faço uma pintura de uma desconhecida com palavras. Desconhecida que, mesmo aparentando querer que eu me aproxime, parece ter um "Cai Fora!" estampado na testa.
Hora de terminar o texto. COmecei de um jeito, com um assunto, e terminei de outro, falando de outra garota...
Simples
Todo dia
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
Uma máscara cai,
Toda horas
A certeza se esvai.
E hoje eu nem sei
O que você faz.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai te abandonar.
E você ainda vai...
Vai dar valor ao meu colchão
Querer fazer das tripas coração
Mas do lado de cá
Vai faltar disposição.
Todo dia
Só pensar em dançar
Toda hora
Pro espelho a olhar
E hoje eu nem sei
Como te aguentar.
Cada dia
Uma roupa diferente,
Cada hora
Um defeito latente.
E hoje eu nem sei
Para quem você mente.
Não vai conseguir escapar,
Até sua sombra vai se aventurar.
E você ainda vai...
Vai implorar pelo perdão
Correr meu quarteirão
Pensando numa solução.
Vai implorar pelo poema
Rezar uma novena
Sem ter terço na mão.
Vai chorar um problema
Mas no meu ecossistema
Sua espécie não se cria, não.
Sai, fera ferida, sai;
Larga logo da minha mão.
Sai, sangue sujo, sai;
Sai da minha circulação.
Bye, marujo, bye;
Um 'adeus' da tripulação.
domingo, 24 de julho de 2011
Adeus, ******
Te chamei de 'querida',
te entreguei minha vida
e você procurou a saída.
Nunca mais, querida.
Te chamei de 'meu bem',
eu te disse 'vem',
você devolveu com desdém.
Nunca mais, meu bem.
Te chamei de 'amor',
te idolatrei com louvor.
E você debochou com um "faça-me o favor".
Nunca mais, amor.
Pelo seu nome eu até chamaria.
Com essas palavras ele até rimaria.
E essa canção diria:
Nunca mais, ******.
Até mais, ******.
Ah, nunca mais, ******.
te entreguei minha vida
e você procurou a saída.
Nunca mais, querida.
Te chamei de 'meu bem',
eu te disse 'vem',
você devolveu com desdém.
Nunca mais, meu bem.
Te chamei de 'amor',
te idolatrei com louvor.
E você debochou com um "faça-me o favor".
Nunca mais, amor.
Pelo seu nome eu até chamaria.
Com essas palavras ele até rimaria.
E essa canção diria:
Nunca mais, ******.
Até mais, ******.
Ah, nunca mais, ******.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Yo y Tú
Eu vou estar nos seus sonhos, e não vou te deixar acordar.
Eu vou estar nos seus quadros, e não vou te deixar pintar.
Eu vou estar no seu mapa, e não vou te deixar me achar.
Eu vou estar do seu lado, e você não vai poder olhar.
Eu vou dizer que te amo, e você não vai poder me odiar.
Eu vou sentar no seu lugar, e você nãovai me fazer levantar.
Eu vou cantarolar, e você não vai poder me calar.
Eu vou pensar, e você não vai poder me controlar.
Eu vou te levar, e você não vai se salvar.
Eu vou te abraçar, e você não vai querer soltar.
Eu vou te seguir, e você não vai me fazer parar.
Eu vou entrar nesse jogo, e você não vai ganhar.
Eu vou gritar, e você não vai gargalhar.
Eu vou sair, e você vai chorar.
Eu vou pedir, e você vai ficar.
Eu vou me despir, e você vai olhar.
Eu vou dormir, você vai me acordar.
Eu vou dizer 'sim', e você não vai negar.
Eu vou te tocar, e você vai me beijar.
Eu vou te beijar, e você vai me deitar.
Eu vou te deitar, e você vai me...
Eu vou levantar, e você vai implorar.
Eu vou rir, e você vai chorar.
Eu vou saber, e você vai imaginar.
Eu vou escrever, mas não vou enviar.
Eu vou esquecer, e você vai pensar.
Eu vou escrever, e você vai imaginar.
Eu vou publicar, e você vai comprar.
Eu vou te encontrar, e você vai lembrar.
Você vai pedir, e eu vou negar.
Eu vou estar nos seus quadros, e não vou te deixar pintar.
Eu vou estar no seu mapa, e não vou te deixar me achar.
Eu vou estar do seu lado, e você não vai poder olhar.
Eu vou dizer que te amo, e você não vai poder me odiar.
Eu vou sentar no seu lugar, e você nãovai me fazer levantar.
Eu vou cantarolar, e você não vai poder me calar.
Eu vou pensar, e você não vai poder me controlar.
Eu vou te levar, e você não vai se salvar.
Eu vou te abraçar, e você não vai querer soltar.
Eu vou te seguir, e você não vai me fazer parar.
Eu vou entrar nesse jogo, e você não vai ganhar.
Eu vou gritar, e você não vai gargalhar.
Eu vou sair, e você vai chorar.
Eu vou pedir, e você vai ficar.
Eu vou me despir, e você vai olhar.
Eu vou dormir, você vai me acordar.
Eu vou dizer 'sim', e você não vai negar.
Eu vou te tocar, e você vai me beijar.
Eu vou te beijar, e você vai me deitar.
Eu vou te deitar, e você vai me...
Eu vou levantar, e você vai implorar.
Eu vou rir, e você vai chorar.
Eu vou saber, e você vai imaginar.
Eu vou escrever, mas não vou enviar.
Eu vou esquecer, e você vai pensar.
Eu vou escrever, e você vai imaginar.
Eu vou publicar, e você vai comprar.
Eu vou te encontrar, e você vai lembrar.
Você vai pedir, e eu vou negar.
Sociedade Anônima
Toda vez que escrevo alguma coisa pensando em você, eu leio em voz alta, torcendo para que o vento leve minhas palavras até o andar em que você mora, para que entrem no seu quarto, e penetrem nos seus sonhos, para que, mesmo que eu não envie, você tome conhecimento do que eu escrevi.
Toda noite, antes dos meus olhos fecharem, eu vejo seu rosto no meio da escuridão; sussurro seu nome, para o meu anjo-da-guarda te levar paz. Torço, também, para que nas suas noites mais agitadas, no meio dos seus devaneios, você se lembre de mim. Que você cante meu nome no meio de uma música qualquer; me coloque no meio de uma história que tenha inventado; ou, pelo menos, imagine como teria sido o seu dia se eu estivesse, por pelo menos cinco minutos, do seu lado.
Todas as vezes em que eu ando sozinho pelas ruas, presto atenção nas esquinas, procurando você, indo ou voltando de qualquer lugar. Tento sentir seu cheiro, ou pelo menos ver seus cabelos alaranjados ao vento, sinalizando que está atrasada, e com muita pressa.
Por vezes passei na frente da tua casa, esperando ver você da janela. Esperando que, naqueles poucos segundos de caminhada, você saísse. Eu veria tua cara de espanto, misturada com raiva, desdém, tristeza, alegria, e outros sentimentos que não saberia definir. Você coraria. Trastejaria, por um instante. Acenaria rapidamente, e seguiria o seu rumo que, com absoluta certeza, seria o oposto ao meu.
Certa vez eu te disse: "Você é a Rainha do meu mundo. É você quem coloca ordem nele.". Não acho que você tenha me levado a sério.
Hoje, meu mundo está sem Rainha, e está um caos. Não há ninguém para governar, e dizer com autoridade o que o povo deve fazer. Não há nem uma simples porção da sua terra no meu mar alucinógeno.
Dessa vez, como em todas as outras, eu queria que você tomasse conhecimento das minhas palavras.
Toda noite, antes dos meus olhos fecharem, eu vejo seu rosto no meio da escuridão; sussurro seu nome, para o meu anjo-da-guarda te levar paz. Torço, também, para que nas suas noites mais agitadas, no meio dos seus devaneios, você se lembre de mim. Que você cante meu nome no meio de uma música qualquer; me coloque no meio de uma história que tenha inventado; ou, pelo menos, imagine como teria sido o seu dia se eu estivesse, por pelo menos cinco minutos, do seu lado.
Todas as vezes em que eu ando sozinho pelas ruas, presto atenção nas esquinas, procurando você, indo ou voltando de qualquer lugar. Tento sentir seu cheiro, ou pelo menos ver seus cabelos alaranjados ao vento, sinalizando que está atrasada, e com muita pressa.
Por vezes passei na frente da tua casa, esperando ver você da janela. Esperando que, naqueles poucos segundos de caminhada, você saísse. Eu veria tua cara de espanto, misturada com raiva, desdém, tristeza, alegria, e outros sentimentos que não saberia definir. Você coraria. Trastejaria, por um instante. Acenaria rapidamente, e seguiria o seu rumo que, com absoluta certeza, seria o oposto ao meu.
Certa vez eu te disse: "Você é a Rainha do meu mundo. É você quem coloca ordem nele.". Não acho que você tenha me levado a sério.
Hoje, meu mundo está sem Rainha, e está um caos. Não há ninguém para governar, e dizer com autoridade o que o povo deve fazer. Não há nem uma simples porção da sua terra no meu mar alucinógeno.
Dessa vez, como em todas as outras, eu queria que você tomasse conhecimento das minhas palavras.
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