sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ela(ç)

Avança. E se eu ja souber? Eu tentei aceitar. Estou tentando aceitar.
E se eu quiser? Eu já quis uma vez e sei como é.
Eu não sei. Seis. Uma. Duas. Três. Tudo isso não diz nada. O que eu posso fazer? Não tô pronto. Ou eu estou? Foram doze. Será que a resposta está nos doze? Doze. 12. Doze.
Acalmar-se-ão. Ou será que não? Eu não suportaria. Eu não suporto nem pensar. Culpa minha.
Vou comprar um planeta e mudar pra lá com ela. Só a gente. Acho que somos capazes de achar uma resposta certa. Transparente demais, esse Celso. Uma percebe, outra não. Resposta, pergunta. Confusão. Está tudo tão confuso quanto este maldito texto que ninguém além de mim vai entender.

Livre.

Me sinto livre, mas tô com muito medo de voar. Tô com medo de querer coisas demais. Tô com medo de voar pra tão longe que nem eu possa me encontrar mais. Tô com medo de a entrega ter chegado rápido demais. Tô com medo de que para as asas terem nascido, meu mundo tenha desabado.
Medo. Medo. Medo.
Não posso gritar. Elas podem me ouvir. E se todas elas ouvissem? Foda-se. Na verdade eu não devia me importar. Tudo o que eu quero é que as consequencias sumam e nunca mais voltem. EU queria poder voltar no tempo e voar. Voar quando eu podia voar mas não sabia o caminho. Agora são só asas parciais. Eu posso pular, mas nunca mais vou voar do mesmo jeito.

Infinito, e além

Eu te amo tanto que eu podia morrer por você se você pedisse;
Eu te quero tanto que eu poderia matar por você, se você pedisse;
Eu te olho tanto que eu poderia arrancar meus olhos se você pedisse;
 Eu te escuto tanto que eu poderia arrancar meus ouvidos se você pedisse;
 Eu te sinto tanto que eu poderia arrancar meu coração, e guardá-lo numa caixa, pois ninguém nunca vai me ter assim;

quarta-feira, 13 de abril de 2011

~~

Um vazio se instalou aqui. Está por toda parte, e o pior: é incontrolável.
O vazio começa, metaforicamente, na minha cama. Vazia demais; fria demais. Se estende pela sala...pela cozinha...
Fotos está tentando me preencher...não dá. Não dá. Falta alguma coisa...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

LUTO

Nada é completo. Nada. Alguém está chorando nesse momento. Lágrimas mudas e suicidas. Estou com medo. Medo de chegar tarde demais; medo de não conseguir puxar com força o suficiente.
Hoje, mais cedo, conversávamos sobre o futuro. Juntas. Completas. Mentira. M E N T I R A.
O mundo tá doente. Rodo o terço em minhas mãos com uma urgência absurda, sem nem saber pelo que eu peço. Não sei qual é mais urgente. Mundo louco, loucos habitantes.
Psicopatas. Não conseguem sobreviver ao mundo. São fracos, e precisam de escrotisses para afirmar sua "força".
Acaba aqui. Não há mais o que dizer.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ela

Ela é isso, aquilo, e tudo mais. Ela é vento, é chuva, temporal ao mar dos olhos. Ela é mutável e se encaixa em tudo. Sereia do mar cinza do desejo latente, de bagunçar os lençóis; lençóis com cheiro de paixão mal-acabada, abandonada aos prantos pelos amantes mais ansiosos deste mundo - ou do outro.
Ela sobe ela desce, ela pensa escalar. Anda por aí, chicoteando seu ouro ao ar.
As estrelas brilham sob seu corpo na nossa noite imaginária, deixe fluir a certeza literária e fingiremos que a noite se muda para Terra do Nunca, onde desejos são tão infindáveis quanto esse tal de amor, de que todos falam.
Ela quer esperar, mas não aguenta; seu sangue sobe e jorra como água.
Ela é o barulho mais surdo, dos suspiros mais errantes até a luxuriosa voz doce, como o mel das colméias nulas.
Ela é, ela é, ela é.
Ela é pensamento que foge, se esvai como espuma; mas também volta quando quer, armando-se de plumas.
Sua vida, seu lugar, indefinidos como seu eu. Não há filosofia que a explique, história que a conte nem crítica que a mude.
Ela é um desastre natural, de causas naturais e consequencias naturais. Naturalmente calma por poder nos deitar.
Vem mergulhar, sinta-se livre! Liberdade não a consome, não é capaz de subir à cabeça, nem é tão boa assim, e nem há nada que ela esqueça.
Ela é a primeira, a última, a terceira, a quinta: ela é tudo. Tudo de todos. Minha. Minha. Minha.

sábado, 26 de março de 2011

6h50 a.m.

Que noite fria. Estou vivendo a base de lembranças e café. Estou imaginando você, com a sua camiseta do Paramore, preta, e uma calcinha de algodão, deitada, enrolada num cobertor, e pensando quando vai me ver de novo.
Deixa eu ir aí. Eu preciso de mais de você. Seu abraço quente. Mas nada é o bastante, quando eu estou com você as horas viram cinzas, e os minutos poeira; os segundos nem existem. Separados, os dias se arrastam,
passam a ter quarenta e oito horas, e quando está chegando os ponteiros voltam para hora original.
Vem comigo. Deixa eu ir contigo. Vamos dormir e não acordar. Vamos fugir e viver da nossa arte. Vem e não volta.